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segunda-feira, 15 de março de 2010

Desafio XI - Resposta

"Porque quem ama nunca sabe o que amaNem sabe por que ama, nem o que é amar"

Não me canso de perguntar: o que é o amor?

Desde pequena que o vejo por todo o lado, no mais simples olhar, num abrço, num gesto. Uns dizem-me que é algo bom e maravilhoso, outros que é algo amargo e que nos faz sofrer. Está bem. Mas que me diz isso da essência do sentimento? Podem-me dizer que o quadro tem vermelho e azul, mas fico sem saber o que é.

Tantos são infelizes por falta deste amor. Talvez perceba. Mas porquê? O que nos faz amar alguém? A sua aparência, personalidade, o seu cheiro? E porque se ama alguém se nunca o vamos conhecer completamente?

Não estou a duvidar do valor de amar. Como iria desvalorizar algo que move rios e montanhas, que mata e vida dá? Apenas penso que se o compreendesse, se soubesse o que é e o pudesse descascar até ao amâgo, poderia... talvez aproveitar melhor. Não sei, não sei nada.

Talvez um dia perceba. Ou talvez não. Se calhar é essa mesma a beleza de amar: o mistério de nunca ao certo se saber como e porquê. Uma aventura. Talvez, talvez...

terça-feira, 9 de março de 2010

Desafio XI - Resposta

And the road becomes my bride
I have stripped of all but pride
So in her I do confide
And she keeps me satisfied
Gives me all I need

Talvez tenhas uma casa.
Talvez.
Dou-te essa dúvida, como te podia dar qualquer coisa. Esgotas a minha paciência com a tua necessidade de isolamento. Mas eu dou-te essa e não te dou mais nenhuma. Porque na verdade, tu não sabes nada.
Achas que tens uma casa porque vives numa. Tal como céu é azul.
Disseram-te isso um dia e tu registaste e catalogaste, como tantas outras informações que tens armazenadas no compêndio do teu cérebro. Um cérebro gigante, que foi crescendo de factos esporádicos e hoje é tão oco quanto o de um puro ignorante. Com a diferença que o ignorante não me esgota a paciência como tu, não me obriga a usar dúvidas.
Não, tu não tens uma casa. Tu tens uma mobília encarniçada com uma cama onde dormes enrolada no conforto que elaboras todas as manhãs. Tens uma varanda solarenta onde estendes a roupa e onde colocas algumas plantas que regas com a tua própria existência.
Abres os olhos de manhã, vês o mesmo ângulo sentes-te em casa. O coração não se mexe, é a tua casa. Olhas pela janela ensonada de ti mesma e sentes compaixão por quem anda aí, sozinho. Pela estrada.
É nesta altura, nesta precisa altura em que sentes esta compaixão pormenorizada, que toda a minha paciência para a tua existência se esgota.
Porque tu nunca serás como ele. E a tua existência é miserável como uma onda banal, umas seis que chega à praia. Porque nunca serás independente com coragem para seres um nómada que caminha no Mundo colhendo os seus frutos suculentos: o mistério do Mundo não está em lado nenhum. Nunca serás um nómada permanentemente confortado com as suas pegadas. Que está sempre quente. Que está sempre aconchegado. Porque ainda que esteja na rua, ele tem junto a si, ele próprio.
E tu? Tu fechas-te em casa, dás várias voltas à chave e ligas o aquecedor. Não para estares em casa. Não para teres uma casa. Mas para mascarares o pesadelo diário que é conviveres contigo.
A estrada é o orgulho dele. Porque ele efectivamente caminha.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Desafio XI- Resposta

Quem te não avaliar correctamente sentirá um medo corrosivo se olhar directamente para o poço dos teus olhos. Podem ser feitos de aço, sim, os teus olhos são a tua mais destrutiva arma. Desfazes qualquer um com esse punhal que tens implicito no olhar critico. Critico construtivo, é preciso conhecer-te para reconhecer que não és insensivel.
Tomaste uma direcçao algo única. E como todas as opções inovadoras são, ate certo ponto, questoes socialmente clandestinas , tiveste de te endurecer. Disciplinar o coraçao. Quem não for suficientemente forte, honesto ou resistente olhará para ti e temerá o fim. Porque quando tu entras numa sala fazes-te acompanhar por toda a energetica mudança que está no teu espirito. E é ai que se inicia a rotina natural da evolução. Ou acreditam na manutenção do conceito de melhor ou na insistencia em defender o que é estavel . Unicamente por ser seguro. E tu és a representaçao da morte, daquela que é saudavelmente selectiva. Sim, até a tua voz encantadora tem o som do fim. Os teus olhos são um poço, duro como o aço. Eles são tao fracos, tao sedentos de estabilidade e de qualquer felicidade. Tao frágeis. Tao dobraveis. Que quando se debruçam nas tuas aguas de aço vem o reflexo da mediocridade que são.
Às vezes, na calma de uma noite quente, desejas quebrar essa inovaçao, esse sobrevivente belico que existe em ti. Amoleceres um pouco, perderes a tua boa forma. Mas basta-te entrares numa sala. Olha-los. Observá-los. Eles são tao pequenos, são anoes num mundo de gigantes. E a sua ignorancia e tao grande que se veem como gigantes num mundo de anoes...
Mas basta-te entrar numa sala. Escolheste a direcçao única. O teu coraçao está disciplinado. O aço que brilha nos teus olhos é a força de existir que sustenta o teu espirito. Preferes esse poder, de auto-dominio. Preferes esse dom, de seres um poço.
És o vento que transporta a inovaçao. Os teus olhos são criticos construtivos. Não destrois. Simplesmente, o aço que tens em ti é uma arma poderosa contra a virtude suja que há no mundo. O aço que tens em ti é uma arma tão poderosa que a evolução és tu.

Fizeste a escolha certa. A estabilidade inócua so os tornou vulneraveis à sua propria consciencia de falhanço. Mas o teu aço é extraordinariamente humano.

Desafio XI - Resposta

"The future is something which everyone reaches at the rate of 60 minutes an hour, whatever he does, whoever he is."
C. S. Lewis

Não olhes para mim com essa cara!

Enganas-te se pensas que só por eu estar aqui sentado e tu aí a trabalhar, o teu futuro vai chegar mais depressa do que o meu... Enganas-te se pensas que me conheces. Não fazes senão perder o teu tempo se tens pena de mim quando por mim passas. E desprezo-te amargamente quando pões o teu ar superior e me debitas um qualquer cliché que outro pensou e que a ti te daria muito trabalho, mesmo que lá pudesses um dia chegar.

Mas não chegas, nem chegarias, e sabes porquê? Porque te manténs aí sentado, com esse fato que me poderia ter alimentado mais de um mês, com essa camisa que outros te lavaram e engomaram, com esses sapatos que outros, iguais a mim, te engraxaram. Preferes vê-los aos teus pés, bem sei. É isso que te permite o poder a que te permites, bem sei. Nunca serás nada.

Eu? Também não, mas sabes o que nos difere? Eu tenho um filho. Não, não abras sequer a boca para dizer essas palavras. O que tu tens não são filhos, são seres humanos com quem partilhas a casa e preferes ver pelas costas. Porque isso é trabalho para as amas, que estão certificadíssimas para as educarem na nobreza e nos bons costumes. Sim, eu admito. Se soubesse o que sei hoje não teria sido pai. Mas o meu filho foi apenas fruto do amor, enquanto o teu foi a rota habitual da conveniência. Depois a minha mulher morreu, e hoje vejo-me obrigado a usar o meu único rendimento para pagar um vão de escada, a comida do meu filho, e a poupança que faço para ele. Porque ele será alguém na vida ao contrário do pai, e enquanto eu cá estiver para ver, ele nunca será como tu, deus assim o permita.

Está na minha hora de me levantar. Pensavas que vivia de esmolas, era? Enganas-te. Por ironia, és tu quem me dá trabalho. Tu e todos os que atiram lixo para o chão no dia-a-dia, porque os caixotes do lixo são simplesmente sujos demais para te aproximares.

Pensas que te odeio? Que te desdenho, que falo mal de ti a todo o momento? Pensas que penso em ti mais que o tempo que perdi a desabafar nestas linhas? Pensas que tudo gira à tua volta, como todos os outros. Enganas-te. Quando acabar de escrever, tu vais ser apenas mais uma pessoa nessa fila de trânsito. Que veículo tão potente que conduzes, se não fazes mais que gastar a embraiagem.

Desculpa-me, tenho de ir trabalhar. Depois à noite vou ao teatro com o meu filho. Tenho bilhetes que me ofereceram por ter um part-time a limpar a sala de teatro antes das sessões.

O teu futuro não é assim tão risonho. Tu apenas o pintas para que assim pareça. No fundo, o teu futuro vai sempre andar a par do meu. E no fim ao menos eu sentirei que fiz tudo ao meu alcance para conseguir ter uma vida melhor. Para ti terá sido tudo simplesmente fácil demais.

domingo, 7 de março de 2010

Desafio XI - Resposta

A primeira vez em que a saudade o dominou o suficiente para deixar marca foi com a fotografia da sua avó portuguesa na mão. Roupa preta pesada de luto, o cabelo apanhado, brincos em argola e fios de ouro, um olhar grave e um padrão de núvens do estúdio do fotógrafo. Tudo na fotografia a preto e branco da época era assim: um conjunto de pormenores desgarrados, e uma sensação global de austeridade.

"So you say you want to study Portugal?"

"Not Portugal. Just one word. This 'saudade' word. I got it from my parents. They say it's unique. The media claims it cannot be translated. It's actually a feeling, a very Portuguese feeling. My late grandmother was Portuguese, and I think I can get that 'saudade' just from looking at an old picture of her. I believe there's something there."

"Humm. I don't really see the point… Even if there is no other single word to translate it, how can there be a feeling that can only be felt for Portuguese-related issues?”

“That’s just not it. You don’t understand.”

“Look, I can see that you’re very interested in this. So I’ll tell you what. You go to Portugal, see what you can find. If we come to the conclusion that the so-called ‘saudade’ feeling is rubbish, then you come back and we'll find you another PhD. thesis on national language specificities, or something like that."

A segunda vez em que a saudade o dominou foi ao ser confrontado pelo orientador com a necessidade de regressar a Portugal. Recordava-se do Verão em que, ainda menino, voou de New Jersey até Lisboa com os pais. Recordava-se dos jardins de Belém, dos símbolos dos Descobrimentos, de uma feira onde andara na montanha russa e no comboio fantasma. Recordava-se de um sítio lindo onde nem tudo eram prédios e avenidas, onde o Sol brilhava e as pessoas eram afáveis e interessadas. Recordava-se de uma felicidade sem nome. Talvez os portugueses tivessem nome para ela também.

Portanto meteu-se no primeiro avião que conseguiu reservar e rumou a Lisboa, para casa de amigos dos pais. Foi por eles que iniciou a sua diligência. Repetiu-lhes as suas dúvidas. Repetiu-lhes o discurso do seu orientador. A resposta era sempre a mesma, castradora e anti-esclarecedora.

“You just don’t understand. That’s not it.”

Os amigos dos pais recomendaram-lhe que falasse com linguistas. Perguntou-lhes tudo o que lhe passou pela cabeça.

“So, this ‘saudade’ that I keep hearing about... Is it like missing something or someone? Like, really wanting something that is no longer there? Is it the application of the ‘je ne sais quoi’ of the French to the past? Is it just a positive impression of something we lost?”

A todas as formulações que lhe ocorriam, a todas as definições que conjurava, não tinha senão respostas vagas. Qualquer ideia, por mais que lhe parecesse correcta, não lhes agradava. A resposta era sempre a mesma, castradora e anti-esclarecedora.

“That’s just not it. You don’t understand.”

E os linguistas recomendaram-lhe que falasse com historiadores. E os historiadores levaram-no a Belém. Explicaram-lhe a História portuguesa nos monumentos, nos símbolos dos Descobrimentos. Ensinaram-lhe que a Torre, o Padrão, o Mosteiro, todos, na sua imponência, são uma bandeira que recordará para sempre que Portugal que foi forte, aventureiro, e motivo de orgulho. Mas aquele Belém já não lhe parecia ser o Belém da sua infância. Na infância, eram só coisas bonitas. Assim descritos, aqueles edifícios pareciam chamá-lo e dizer-lhe “deixa-nos contar-te um segredo: Portugal descobriu um Mundo novo só para depois se ajoelhar a rezar”. E ainda está na mesma posição. Enquanto outros construíram caminhos de ferro, revolucionaram as Artes, inventaram o cinema, em Portugal construíram-se igrejas. Não admira que este povo tenha saudades do passado. Só que o próprio passado de que sente falta já não é real. A realidade já o ultrapassou. A tudo isto obteve a mesma resposta, castradora e anti-esclarecedora.

“You just don’t understand. That’s not it.”

E os historiadores recomendaram-lhe que falasse com moradores da zona antiga de Lisboa. E os moradores levaram-no a contemplar os prédios, de traçado único no Mundo, as ruas sinuosas, inclinadas e curvas, derrapantes e sombrias. Mas tudo o que viu foi sujidade e parcas condições de vida. Presenciou a ruralidade urbana, viu pessoas a cuspir no chão, viu casas a cair. Viu prédios fechados a cadeado, viu porta sim, porta não emparedada. Viu janelas e vidros quebrados, animais sujos e doentes que se arrastam nas janelas. Viu flores mortas nas varandas minúsculas. Viu idosos desprezados em pijama nas janelas. E apeteceu-lhe fugir dali sem mais respostas.

“That’s just not it. You don’t understand.”

E os moradores recomendaram-lhe que falasse com fadistas. E os fadistas levaram-no a ouvir fado, a música nacional, a melhor expressão da alma portuguesa. Mas o fado era uma canção monotónica e repetitiva, quase irritante no seu marasmo emocional evocativo de um passado que nunca foi tão bom que mereça tamanha monotonia perante o presente. O monocronismo dos cantores, o tradicionalismo das guitarras constantes, competentes mas sem imaginação, deram-lhe sono. No pequeno restaurante encardido de Alfama, levantou as suas questões, e foi insultado e expulso.

“You just don’t understand. That’s not it. We give up. You are just one dumb American who will never understand the true value of History and culture. Go back to your plastic culture. We are better than you.”

Mas entendia. Ainda viajou de carro. Foi ao Porto, foi a Évora, foi ao Algarve; foi à montanha, ao campo e à praia. Tomou café a olhar para o mar e adormeceu na areia. Leu Eça em aldeias de pedras estranhas e gastas, onde as luzes se apagam ao entardecer e os cães pulguentos e sarnentos espantam o futuro para bem longe. Passou um mês em Portugal. Descobriu um país lindo para visitar. Mas pavoroso para morar.

Em um mês entendeu perfeitamente o significado daquela palavra empolada na sua importância e distorcida no seu sentido. ‘Saudade’ significa ficar amorfamente a inventar uma delirante história feliz para aquele que foi um passado triste. 'Saudade' significa camuflar as vistas curtas e a falta de horizontes com mitos sobre um passado que toda a gente sabe que nunca foi presente. É por isso que até os poetas e escritores desta pátria não têm pejo em afirmar que o passado que cantam é uma ilusão. Aquilo que lhes interessa é a ideia do passado, e não o passado em si. De nenhuma outra forma, que não a auto-ilusão, poderiam sentir-se justificados. Os pobres desgraçados, os Eças e os Saramagos, que tentam acordar Portugal do marasmo da 'saudade', puxar o país pelo braço do altar beato onde reza há séculos, são exilados pela pior lei de todas – o decreto do discrédito.

E ele, pessoalmente, desistiu naquele momento de fazer uma tese sobre Portugal. Ele não sabia o que queria para a sua vida – mas essa inutilidade estilística não queria, de certeza. Em Portugal há muita História, mas não há nenhuma história.

E, por isso, a terceira vez em que a saudade o dominou foi perante a falta que New York lhe fazia, com os seus prédios e avenidas, a sua escolha, a sua diferença. Portanto meteu-se no primeiro avião que conseguiu reservar e rumou a Nova Iorque; guardou as malas num cacifo e caminhou pelas ruas, sem vontade de regressar à casa dos pais em New Jersey. E por uma vez a saudade que sentiu correspondeu ao que via. E por uma vez algo que via, e não uma memória de infância, geraram uma felicidade sem nome dentro de si. Por nenhum momento se iludiu – soube reconhecer os problemas e a podridão daquela cidade. Mas pelo menos as luzes e os carros, os ladões, os violadores e os assassinos, eram todos símbolos de uma História viva que se move connosco, que presenciamos e que ainda importa, e que só lá se encontra, naquele grande monstro que se ergue na vertical. Sentiu-se afortunado por ter entendido a tempo que as fabulações sobre o passado não trazem mais do que angústias e perspectivas distorcidas do real. E bloqueiam um futuro melhor. E condensou este princípio numa frase só.

"’Saudade’ is bullshit.”

Quando uma vontade imensa de comida chinesa o invadiu, já nem sequer lhe chamou saudade. E satisfez essa vontade, sentado na mesa de toalha xadrez vermelho e verde. Pediu a conta, e recebeu o seu fortune cookie. Sorriu, pensou parvamente que talvez naquele biscoito pudesse achar o novo tema para a sua tese. Algo vivo, actual, com relevância para o Mundo. E mesmo que o que ele procura não fosse tão simples que se possa achar na frase do papel no interior, ela foi pelo menos o corolário de uma viagem que lhe valeu uma lição de vida.

"Treasure the past that never was, and all you get is the future that will never be."

terça-feira, 2 de março de 2010

Desafio XI

Tiago para Ricardo:

O que me seduz no passado não é o presente que foi - é o presente que não é nunca. O que sonho nestes cânticos não é a paz do passado: o que sonho é o sonho."

Virgílio Ferreira, em Aparição




Ricardo para Wings:

"Steel?
We have no butter,
But I ask you
Would you rather have butter or guns?
Shall we import lard or steel?
Let me tell you
Prepardness makes us powerful,
Butter merely makes us fat.
"

(The Prodigy, booklet de "The Fat of the Land")


Wings para Alice in Wonderland:
And the road becomes my bride
I have stripped of all but pride
So in her I do confide
And she keeps me satisfied
Gives me all I need

And with dust in throat I crave
Only knowledge will I save
To the game you stay a slave

Roamer, wanderer
Nomad, vagabond
Call me what you will

But I'll take my time anywhere
Free to speak my mind anywhere
And I'll redefine anywhere

Anywhere I roam
Where I lay my head is home

(Metallica, Wherever I may roam, Black Album)




Alice in Wonderland para Blue Storm:



"Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar"



Alberto Caeeiro


Blue Storm para Tiago:

"The future is something which everyone reaches at the rate of 60 minutes an hour, whatever he does, whoever he is."
C. S. Lewis